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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Powerpoint sobre a Cidade de Aveiro


Conteúdo - Distrito de Aveiro


O distrito de Aveiro localiza-se, na sua maior parte, abaixo dos 100 m de altitude, ocupando uma planície costeira que chega a ter cerca de 40 km de largura, na parte sul do distrito. A paisagem desta planície é dominada pela ria de Aveiro, e pelos rios da bacia hidrográfica do Vouga (Cértima, Alfusqueiro, Águeda, Antuã e do próprio Vouga na planície litoral, e Agadão, Caima e Mau já nos contrafortes da serra). O único rio que não desagua no Rio Vouga, desagua directamente na ria de Aveiro, o Antuã que desagua perto da cidade de Ovar na ria de Aveiro.

Para oriente e para norte, o relevo torna-se mais acidentado, subindo-se ainda no distrito de Aveiro até às alturas das principais serras, chegando mesmo a estender-se até à serra do Montemuro, a nordeste. Na sua fronteira norte, o distrito contacta brevemente com o rio Douro e com alguns dos seus afluentes (Arda e Paiva).

O litoral é arenoso, em paisagem típica de zona lagunar, com um cordão dunar de espessura variável a separar as águas calmas da ria de Aveiro do mar.

Principais serras do Distrito de Aveiro:
Serra do Buçaco – 549 m de altitude
Serra do Arestal – 830 m de altitude
Serra da Arada – 1 071 m de altitude
Serra da Freita – 1 085 m de altitude

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução da População


Em 2011 o distrito de Aveiro registava 714 200 habitantes.

A evolução da sua população nos últimos decénios foi condicionada por vários factores, resultantes designadamente das alterações registadas nas taxas de natalidade, de mortalidade, de emigração e de imigração.

"Nos finais do século XIX a natalidade e a mortalidade [em Portugal] apresentavam valores muito elevados (em torno dos 30 ‰ no caso da natalidade e dos 20 ‰ no caso da mortalidade). Esta situação prolongou-se até à primeira década do século XX, altura em que ambas variáveis demográficas começaram a decair. A diminuição foi, porém, mais intensa no caso da mortalidade, que no espaço de aproximadamente 30 anos se reduziu para metade. A natalidade, por seu lado, apresentou uma descida menos acentuada até 1964 e uma diminuição mais rápida a partir desta data. Na primeira fase (1890-1925), as taxas de natalidade e mortalidade equilibram-se a níveis elevados e distantes uma da outra. Na segunda fase (1925-1960), assiste-se a uma diminuição acentuada da mortalidade, mantendo-se a natalidade a níveis bastante elevados (superiores a 22 ‰). Na terceira fase (1960-1985), continua a registar-se a diminuição da mortalidade, embora a ritmo inferior ao verificado anteriormente, e inicia-se o declínio acentuado da natalidade. Finalmente, a quarta fase, que se inicia em 1985, marca o restabelecimento do equilíbrio entre as taxas de natalidade e de mortalidade, mas agora a níveis baixos e muito próximos. Em consequência desta evolução desfasada da mortalidade e da natalidade, as taxas de crescimento apresentam valores elevados até ao final da década de 70, altura em que, em virtude do equilíbrio da natalidade e da mortalidade a níveis baixos, a taxa de crescimento natural se reduz progressivamente."


O distrito de Aveiro ocupa o 4º lugar entre as regiões de Portugal mais afectadas pela emigração no período de 1890 a 1990, durante o qual terão emigrado legalmente cerca de 280 mil habitantes. Como contrapartida, e a partir de meados o século XX, a industrialização do distrito começa a atrair um número significativo de imigrantes do interior do País (a chamada "litoralização"), que vão compensar em parte a saída dos emigrantes. Por volta da década de 80, verifica-se, no entanto, um novo fenómeno, que é a coexistência de dois movimentos migratórios (emigração e imigração), com aveirenses que saem para outros países, a par de estrangeiros que passam a residir no distrito. Em 2007, por ex., o distrito de Aveiro era o 5º distrito com maior número de estrangeiros residentes.
Em 2011 o distrito de Aveiro tinha mais 462.254 habitantes do que em 1864 (data do 1º Recenseamento Geral da População), mantendo um registo positivo em todos os recenseamentos, e com um índice de crescimento de 2.8 (popul 2011 / popul 1864), valor este superior ao registado no País que foi de 2.5.

Com excepção do concelho de Murtosa todos os outros apresentavam em 2011 maior número de habitantes do que em 1864.

Entre eles realce para Santa Maria da Feira, com mais 107.620 hb., Aveiro, com mais 59.154 hb. e Oliveira de Azeméis, com mais 44.924 hb. Já os concelhos de Arouca com mais 7.231 hb, Sever do Vouga com mais 4.650 hb e Murtosa com menos 495 habitantes, eram os que registavam os valores mais baixos.

Percentualmente, e se se tiver em conta, no entanto, o número de habitantes que residiam em cada concelho em 1864, os valores mais elevados foram registados em São João da Madeira (9,8 vezes), Espinho (Portugal) (6,2 vezes) e Ílhavo (4,7 vezes).

O crescimento populacional do distrito não foi, no entanto, homogéneo ao longo dos anos , não se processou de forma idêntica em todos os concelhos, e não teve resultados similares em cada grupo etário, como se verá mais à frente.

Os recenseamentos são também o reflexo de alguns dos fenómenos que ocorreram no País, como por ex. 
(I) a Primeira Guerra Mundial e a designada peste pneumónica ou Gripe espanhola de 1918 (recenseamento de 1920), 
(II) a emigração para os países da Europa central nos meados do século XX (recenseamento de 1970), (III) o regresso dos residentes nas ex-colónias de África na década de 70/80 (recenseamento de 1981) e (IV) a quebra da natalidade (recenseamento de 2011).

(I) No primeiro caso os concelhos mais afectados foram Estarreja, que regista no censo de 1920 menos 1.114 habitantes do que em 1911, Ovar -774 hb., Murtosa -420 hb. e Aveiro -281 hb.

(II) No segundo caso, a vaga migratória que atinge o país nos anos 60 e 70 leva a que 11 concelhos do distrito de Aveiro registem em 1970 menos habitantes do que em 1960, sendo os mais afectados os concelhos de Anadia (Portugal), -3.244 hb., Murtosa -3.288 hb e Arouca, -2.538 hb.

(III) No terceiro caso, o censo de 1981 reflecte um excepcional acréscimo populacional, na ordem dos 75.000 habitantes, com especial incidência nos concelhos de Santa Maria da Feira, +14.561 hb. e Aveiro, +10.476 hb.

(IV) No quarto caso constata-se que o distrito de Aveiro regista em 2011 praticamente o mesmo número de habitantes que em 2001, sendo este o período com menor crescimento populacional (+625 hb.). Dos 19 concelhos 10 registavam menos habitantes, com realce para Anadia (Portugal), -2 395 hb., Oliveira de Azeméis, -2 110 hb., e Espinho (Portugal), -1.915 hb.





Conteúdo - Distrito de Aveiro


O distrito de Aveiro é um distrito português cujo núcleo identitário pertence à província da Beira Litoral, à Região de Aveiro e à Região Centro. Os concelhos no extremo norte, como Espinho, Arouca ou Santa Maria da Feira, pertencem ao Douro Litoral, à Área Metropolitana do Porto e à Região do Norte e sempre tiveram uma forte ligação sócio-económica ao espaço urbano do Porto, que sempre foi e é o seu espaço urbano de referência, para além do Porto ser a capital do território da NUTS III e da NUTS II desses concelhos cujos habitantes não manifestam qualquer sentimento de pertença em relação a Aveiro e com Aveiro têm um único elemento comum meramente burocrático, que é o facto de pertencerem ao mesmo distrito, sem qualquer tipo de coesão identitária com Aveiro. O distrito de Aveiro limita a norte com o distrito do Porto, a leste com o distrito de Viseu, a sul com o distrito de Coimbra e a oeste com o oceano Atlântico. A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome. Tem uma área de 2 808 km² (14.º maior distrito português) e uma população residente de 735 790 habitantes (2009).

Dando continuidade à reorganização administrativa, na actualidade, verifica-se o forte aumento de importância das Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais em detrimento dos distritos. De acordo com a lei nº 45/2008 de 27 de Agosto, das áreas metropolitanas, criadas em 2003, só subsistiram as chamadas clássicas: a Área Metropolitana do Porto e a Área Metropolitana de Lisboa, sendo as restantes reorganizadas em Comunidades Intermunicipais. A razão óbvia para esta situação, para além de razões de associação económica e administrativa, tem a ver com o facto das populações não se identificarem com o distrito a que foram sujeitos, como acontece, a título de exemplo paradigmático, com os municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte que, apesar de pertencerem, de modo arbitrário, ao Distrito de Aveiro, sendo Aveiro uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro, sempre tiveram, naturalmente, uma forte ligação socio-económica ao espaço urbano do Porto, que é o seu espaço urbano de referência, para além da proximidade territorial à cidade do Porto e do seu enquadramento identitário nos municípios do Distrito do Porto, factos que se acentuaram na contemporaneidade. Os habitantes dos municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, Arouca, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, não manifestam sentimentos de pertença em relação a Aveiro, que é uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro. Com a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa e à restruturação de competências na organização do território, os distritos foram relegados para um plano secundário, com o protagonismo administrativo das Áreas Metropolitanas e das Comunidades Intermunicipais.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se dividido entre a Região do Norte e a Região Centro. Pertencem à Região do Norte os concelhos integrados na Área Metropolitana do Porto, Castelo de Paiva, parte da subregião do Tâmega e Sousa. À Região Centro pertencem os restantes concelhos, incluídos na subregião da Região de Aveiro, bem como a Mealhada, integrada na Região de Coimbra. Em resumo:

Região do Norte:
Área Metropolitana do Porto
Arouca
Espinho
Oliveira de Azeméis
Santa Maria da Feira
São João da Madeira
Vale de Cambra
Tâmega e Sousa
Castelo de Paiva

e na Região Centro:
Região de Aveiro
Águeda
Albergaria-a-Velha
Anadia
Aveiro
Estarreja
Ílhavo
Murtosa
Oliveira do Bairro
Ovar
Sever do Vouga
Vagos
Região de Coimbra
Mealhada

Conteúdo - Distrito de Aveiro


O distrito de Aveiro é um distrito português cuja área estrutural, na zona centro-sul e sul do distrito, pertence à província da Beira Litoral, à região de Aveiro e à região do Centro (Região das Beiras).

Os seus concelhos no extremo norte, como Espinho, Arouca ou Santa Maria da Feira, pertencem à província do Douro Litoral, à Área Metropolitana do Porto e à Região do Norte e sempre tiveram uma forte ligação socio-económica ao espaço urbano do Porto, que sempre foi e é o seu espaço urbano de referência, para além do Porto ser a capital do território da NUTS III e da NUTS II desses concelhos cujos habitantes não manifestam qualquer sentimento de pertença em relação a Aveiro e com Aveiro têm um único elemento comum meramente burocrático, que é o facto de pertencerem ao mesmo distrito, sem qualquer tipo de coesão identitária com Aveiro. De modo análogo, acontece com a Mealhada, no extremo sul do distrito de Aveiro, que pertence à CIM da Região de Coimbra e tem uma forte ligação à cidade de Coimbra.

O distrito de Aveiro limita a norte com o distrito do Porto, a leste com o distrito de Viseu, a sul com o distrito de Coimbra e a oeste com o oceano Atlântico. A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome. Tem uma área de 2 798,54 km² (14.º maior distrito português) e uma população residente de 714 200 habitantes (2011).

Conteúdo - Relegação de competências do Distrito de Aveiro


Dando continuidade à reorganização administrativa, na actualidade, verifica-se o forte aumento de importância das Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais em detrimento dos distritos. De acordo com a lei nº 45/2008 de 27 de Agosto, das áreas metropolitanas, criadas em 2003, só subsistiram as chamadas clássicas: a Área Metropolitana do Porto e a Área Metropolitana de Lisboa, sendo as restantes reorganizadas em Comunidades Intermunicipais. A razão óbvia para esta situação, para além de razões de associação económica e administrativa, tem a ver com o facto das populações não se identificarem com o distrito a que foram sujeitos, como acontece, a título de exemplo paradigmático, com os municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte que, apesar de pertencerem, de modo arbitrário, ao Distrito de Aveiro, sendo Aveiro uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro, sempre tiveram, naturalmente, uma forte ligação socio-económica ao espaço urbano do Porto, que é o seu espaço urbano de referência, para além da proximidade territorial à cidade do Porto e do seu enquadramento identitário nos municípios do Distrito do Porto, factos que se acentuaram na contemporaneidade. Os habitantes dos municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, Arouca, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, não manifestam sentimentos de pertença em relação a Aveiro, que é uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro. Com a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa e à restruturação de competências na organização do território, os distritos foram relegados para um plano secundário, com o protagonismo administrativo das Áreas Metropolitanas e das Comunidades Intermunicipais.

Conteúdo - Distrito de Aveiro



BrasãoMunicípioÁrea (km²)População[9] (hab.)Densidade
pop. (hab./km²)
N.º
freguesias
NUT III
AGD1.png
Águeda335,284985714911Região de Aveiro
ABV.png
Albergaria-a-Velha158,83262791656Região de Aveiro
Anadia216,643142214510Região de Aveiro
ARC.png
Arouca327,99236637216Área Metropolitana do Porto
AVR.png
Aveiro199,777310036610Região de Aveiro
CPV.png
Castelo de Paiva114,67167851466Tâmega e Sousa
ESP1.png
Espinho21,11294811 3974Área Metropolitana do Porto
ETR.png
Estarreja108,16281952615Região de Aveiro
ILH1.png
Ílhavo75,05412715504Região de Aveiro
MLD.png
Mealhada111,14222152006Região de Coimbra
MRS.png
Murtosa73,6598471344Região de Aveiro
OAZ.png
Oliveira de Azeméis163,417121043612Área Metropolitana do Porto
OBR1.png
Oliveira do Bairro87,28235042694Região de Aveiro
OVR.png
Ovar147,52579833935Região de Aveiro
VFR1.png
Santa Maria da Feira213,4514740669121Área Metropolitana do Porto
SJM.png
São João da Madeira8,11217622 6831Área Metropolitana do Porto
SVV.png
Sever do Vouga129,8512643977Região de Aveiro
VGS.png
Vagos165,29241071468Região de Aveiro
VAC1.png
Vale de Cambra146,21243601677Área Metropolitana do Porto

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Conteúdo - Distrito de Aveiro


Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se dividido entre a Região do Norte e a Região Centro. Pertencem à Região do Norte os concelhos integrados na Área Metropolitana do Porto, Castelo de Paiva, parte da subregião do Tâmega e Sousa. À Região Centro pertencem os restantes concelhos, incluídos na subregião da Região de Aveiro, bem como a Mealhada, integrada na Região de Coimbra. Em resumo:

Região do Norte:
Área Metropolitana do Porto
Arouca
Espinho
Oliveira de Azeméis
Santa Maria da Feira
São João da Madeira
Vale de Cambra
Tâmega e Sousa
Castelo de Paiva
e na Região Centro:
Região de Aveiro
Águeda
Albergaria-a-Velha
Anadia
Aveiro
Estarreja
Ílhavo
Murtosa
Oliveira do Bairro
Ovar
Sever do Vouga
Vagos
Região de Coimbra
Mealhada

Conteúdo - Distrito de Aveiro - População


Em 2011 o distrito de Aveiro registava 714 200 habitantes.

A evolução da sua população nos últimos decénios foi condicionada por vários factores, resultantes designadamente das alterações registadas nas taxas de natalidade, de mortalidade, de emigração e de imigração.

"Nos finais do século XIX a natalidade e a mortalidade em Portugal apresentavam valores muito elevados (em torno dos 30 ‰ no caso da natalidade e dos 20 ‰ no caso da mortalidade). Esta situação prolongou-se até à primeira década do século XX, altura em que ambas variáveis demográficas começaram a decair. A diminuição foi, porém, mais intensa no caso da mortalidade, que no espaço de aproximadamente 30 anos se reduziu para metade. A natalidade, por seu lado, apresentou uma descida menos acentuada até 1964 e uma diminuição mais rápida a partir desta data. Na primeira fase (1890-1925), as taxas de natalidade e mortalidade equilibram-se a níveis elevados e distantes uma da outra. Na segunda fase (1925-1960), assiste-se a uma diminuição acentuada da mortalidade, mantendo-se a natalidade a níveis bastante elevados (superiores a 22 ‰). Na terceira fase (1960-1985), continua a registar-se a diminuição da mortalidade, embora a ritmo inferior ao verificado anteriormente, e inicia-se o declínio acentuado da natalidade. Finalmente, a quarta fase, que se inicia em 1985, marca o restabelecimento do equilíbrio entre as taxas de natalidade e de mortalidade, mas agora a níveis baixos e muito próximos. Em consequência desta evolução desfasada da mortalidade e da natalidade, as taxas de crescimento apresentam valores elevados até ao final da década de 70, altura em que, em virtude do equilíbrio da natalidade e da mortalidade a níveis baixos, a taxa de crescimento natural se reduz progressivamente."

O distrito de Aveiro ocupa o 4º lugar entre as regiões de Portugal mais afectadas pela emigração no período de 1890 a 1990, durante o qual terão emigrado legalmente cerca de 280 mil habitantes. Como contrapartida, e a partir de meados o século XX, a industrialização do distrito começa a atrair um número significativo de imigrantes do interior do País (a chamada "litoralização"), que vão compensar em parte a saída dos emigrantes. Por volta da década de 80, verifica-se, no entanto, um novo fenómeno, que é a coexistência de dois movimentos migratórios (emigração e imigração), com aveirenses que saem para outros países, a par de estrangeiros que passam a residir no distrito. Em 2007, por ex., o distrito de Aveiro era o 5º distrito com maior número de estrangeiros residentes.

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução da População do distrito de Aveiro


Em 2011 o distrito de Aveiro tinha mais 462.254 habitantes do que em 1864 (data do 1º Recenseamento Geral da População), mantendo um registo positivo em todos os recenseamentos, e com um índice de crescimento de 2.8 (popul 2011 / popul 1864), valor este superior ao registado no País que foi de 2.5.

Com excepção do concelho de Murtosa todos os outros apresentavam em 2011 maior número de habitantes do que em 1864.

Entre eles realce para Santa Maria da Feira, com mais 107.620 hb., Aveiro, com mais 59.154 hb. e Oliveira de Azeméis, com mais 44.924 hb. Já os concelhos de Arouca com mais 7.231 hb, Sever do Vouga com mais 4.650 hb e Murtosa com menos 495 habitantes, eram os que registavam os valores mais baixos.

Percentualmente, e se se tiver em conta, no entanto, o número de habitantes que residiam em cada concelho em 1864, os valores mais elevados foram registados em São João da Madeira (9,8 vezes), Espinho (Portugal) (6,2 vezes) e Ílhavo (4,7 vezes).

O crescimento populacional do distrito não foi, no entanto, homogéneo ao longo dos anos , não se processou de forma idêntica em todos os concelhos, e não teve resultados similares em cada grupo etário, como se verá mais à frente.

Os recenseamentos são também o reflexo de alguns dos fenómenos que ocorreram no País, como por ex. (I) a Primeira Guerra Mundial e a designada peste pneumónica ou Gripe espanhola de 1918 (recenseamento de 1920), (II) a emigração para os países da Europa central nos meados do século XX (recenseamento de 1970), (III) o regresso dos residentes nas ex-colónias de África na década de 70/80 (recenseamento de 1981) e (IV) a quebra da natalidade (recenseamento de 2011).

(I) No primeiro caso os concelhos mais afectados foram Estarreja, que regista no censo de 1920 menos 1.114 habitantes do que em 1911, Ovar -774 hb., Murtosa -420 hb. e Aveiro -281 hb.

(II) No segundo caso, a vaga migratória que atinge o país nos anos 60 e 70 leva a que 11 concelhos do distrito de Aveiro registem em 1970 menos habitantes do que em 1960, sendo os mais afectados os concelhos de Anadia (Portugal), -3.244 hb., Murtosa -3.288 hb e Arouca, -2.538 hb.

(III) No terceiro caso, o censo de 1981 reflecte um excepcional acréscimo populacional, na ordem dos 75.000 habitantes, com especial incidência nos concelhos de Santa Maria da Feira, +14.561 hb. e Aveiro, +10.476 hb.

(IV) No quarto caso constata-se que o distrito de Aveiro regista em 2011 praticamente o mesmo número de habitantes que em 2001, sendo este o período com menor crescimento populacional (+625 hb.). Dos 19 concelhos 10 registavam menos habitantes, com realce para Anadia (Portugal), -2 395 hb., Oliveira de Azeméis, -2 110 hb., e Espinho (Portugal), -1.915 hb.

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução da População do distrito de Aveiro


Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução da População do distrito de Aveiro


Evolução da População
186418781890190019111920193019401950196019701981199120012011
Habitantes251 946270 383291 535305 574340 180346 938391 875433 395483 396524 592548 039622 988654 265713 575714 200
Var. Anual+0,5%+0,7%+0,5%+1,0%+0,2%+1,3%+1,1%+1,2%+0,9%+0,4%+1,4%+0,5%+0,9%+0,0%

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução da População do distrito de Aveiro




Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 0 aos 14 Anos


Em 1900 havia no distrito de Aveiro uma média de cerca de 35 crianças com menos de 14 anos por 100 habitantes.

Os concelhos com a taxa mais elevada eram Espinho (Portugal) (38,9%), Ílhavo (37,4%) e Santa Maria da Feira (37,1%). Com as taxas mais baixas surgiam a Mealhada (31,7%), Aveiro (31,9%) e Águeda (32,8%).

Em 1960 a média mantinha-se ainda elevada, com cerca de 33 crianças por 100 habitantes.

Espinho (Portugal) mantinha a taxa mais elevada (39,7%), seguindo-se São João da Madeira (37,7%) e Aveiro (35,8%). As percentagens mais baixas registavam-se na Murtosa (28,0%), Ovar (28,6%) e Arouca (29,2%).

Em 2011 a situação tinha-se alterado significativamente. A média tinha baixado para 15 crianças por 100 habitantes (valor muito aproximado dos 14,9% média nacional).

Castelo de Paiva surgia como o concelho com a taxa mais elevada (16,2%), seguido de Santa Maria da Feira (15,8%) e Oliveira do Bairro (15,8%). Com os valores mais baixos apareciam os concelho de Vale de Cambra (12,7%), Espinho (Portugal) (12,7%) e Anadia (Portugal) (12,8%).


Há uma nítida distinção quando se compara a evolução verificada no período de 1900 e 1960 (I) com a registada entre 1960 e 2011 (II).

(I) Durante o primeiro período verifica-se um acréscimo de cerca de 63,6% no que respeita ao número de habitantes desta faixa etária, com registos positivos em todos os recenseamentos, excepto o de 1920 que apresenta um decréscimo de 2.676 habitantes. Isto é devido, por um lado, às dificuldades económicas resultantes da 1ª Grande Guerra e, por outro, à peste pneumónica que atingiu principalmente as crianças de mais tenra idade e os mais idosos. Dos 17 concelhos deste distrito, 11 registam menos habitantes, sendo Estarreja um dos mais afectados, com uma diferença de -1.225 crianças. Apesar disso em 1960 os concelhos do distrito de Aveiro registavam +67 215 crianças do que em 1900, com Oliveira de Azeméis a registar +15 831 hb. (+148,2%), Santa Maria da Feira com +14 693 (+87,5%) e Espinho (Portugal) com +6 464 hb. (+434.1%). Apenas Estarreja registava um saldo negativo de -214 hb. (1,9%).

(II) Esta tendência de crescimento inverte-se no período de 1960 a 2011, com os concelhos do distrito de Aveiro a registarem -67 644 crianças com idades inferiores a 14 anos (-39,1%). Este decréscimo atinge todos os concelhos, com Santa Maria da Feira a registar -9 450 hb., Arouca -5 988 hb. e Oliveira de Azeméis -5 910 hb. Em termos percentuais os valores mais elevados verificaram-se em Castelo de Paiva, Arouca e Sever do Vouga, que registavam em 2011 um decréscimo superior a 60% relativamente ao número de crianças recenseadas em 1960.

Curiosamente, e apesar do crescimento verificado no total da população em praticamente todos os concelhos, o número de crianças com menos de 14 anos recenseadas em 2011 mantém-se igual às registadas em 1864 (105 712 / 105 283).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 0 aos 14 Anos




Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 0 aos 14 Anos


Evolução do Grupo Etário dos 0 aos 14 Anos
190019111920193019401950196019701981199120012011
Habitantes105 712121 803119 127128 435145 122153 089172 927177 035171 910139 042121 318105 283
% da Populº34,9%36,2%34,6%33,6%33,8%32,1%33,0%32,5%27,6%21,3%17,0%14,7%
Var. Anual+1,4%-0,2%+0,8%+1,3%+0,5%+0,2%+1,3%-0,3%-1,9%-1,3%-1,3%

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 15 aos 24 Anos


Em 1900 os jovens com idade entre os 15 e os 24 anos representavam 17,4% do total da população do distrito de Aveiro.

Os concelhos com as percentagens mais elevadas eram Espinho (Portugal) (20,7%), Aveiro (18,9%) e Mealhada (18,3%). Com os valores mais baixos surgiam Oliveira do Bairro (15,4%), Vale de Cambra (15,9%) e Estarreja (16,6%).

Em 1960 a percentagem mantinha-se sem grandes alterações, com uma média de 16,5 jovens por 100 habitantes.

Santa Maria da Feira mantinha a taxa mais elevada (18,0%), seguindo-se São João da Madeira (17,9%) e Vagos (17,6%). As percentagens mais baixas registavam-se em Estarreja (15,3%), Albergaria-a-Velha (15,6%) e Ovar (15,7%).

Em 2011 a situação tinha-se alterado significativamente. A média tinha baixado para 11,2% (valor ainda assim superior à média nacional de 10,9%).

Castelo de Paiva surgia como o concelho com a taxa mais elevada (12,6%), seguido de Arouca (12,1%) e Vagos (11,9%). Com os valores mais baixos apareciam os concelhos de Mealhada (10,0%), Anadia (Portugal) (10,0%) e Oliveira do Bairro (10,1%).


(I) Entre 1900 e 1960, e no que respeita ao número de habitantes com idade entre os 15 e os 24 anos, verifica-se um acréscimo de +64,6%, apenas com um registo negativo no recenseamento de 1960. Ao longo destes 60 anos os concelhos do distrito de Aveiro registaram um acréscimo de +34 063 hb., com Santa Maria da Feira a registar +6 921 hb. (+85.5%), Oliveira de Azeméis +4 875 (+96,9%) e Espinho (Portugal) +3 036 hb. (+590 4%).

(II) Ente 1960 e 2011 verifica-se uma diminuição do número de jovens (-7 073), o que representa um decréscimo de -8,1%. Isto apesar do anormal acréscimo populacional nesta faixa etária (+23 111 hb.) que se verificou no recenseamento de 1981, resultante da vinda de ex-residentes das colónias portuguesas de África e que teve especial incidência nos concelhos de Santa Maria da Feira (+5 663 hb.), Aveiro (+2 952 hb.]] e Oliveira de Azeméis (+2 124 hb). No cômputo geral, verifica-se que, ao longo destes 51 anos, apenas 6 concelhos tinham aumentado o número de jovens entre os 15 e os 24 anos de idade, sendo Aveiro (+1 331), Santa Maria da Feira (+1 019) e Ovar (+750) os que registavam os valores mais elevados.

De referir que entre 2001 e 2011 o distrito de Aveiro registou um decréscimo nesta faixa etária de 24 843 jovens. No espaço de 10 anos Vale de Cambra regista -33,3% (-1 253 hb), Arouca -32,6% (2 311 hb) e Anadia (Portugal) -32,5% (-1 403 hb). Em termos quantitativos as maiores quebras verificaram-se em Santa Maria da Feira com -4 051 hb., Oliveira de Azeméis com -2 427 hb e Águeda com -2 049 hb.

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 15 aos 24 Anos




Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 15 aos 24 Anos


Evolução do Grupo Etário dos 15 aos 24 Anos
190019111920193019401950196019701981199120012011
Habitantes52 72557 95262 35172 06076 55087 52786 78891 000114 111114 213104 55879 715
% da Populº17,4%17,2%18,1%18,9%17,8%18,3%16,5%16,7%18,3%17,5%14,7%11,2%
Var. Anual+0,9%+0,8%+1,6%+0,6%+1,4%+0,5%-0,1%+2,3%+0,0%-0,8%-2,4%

Conteúdo - Distrito de Aveiro - Evolução do Grupo Etário dos 25 aos 64 Anos



Em 1900 a faixa etária dos 25 aos 64 anos representava 40,7% do total da população do distrito de Aveiro.

Os concelhos com a taxa mais elevada eram Águeda (42,7%), Mealhada (42,4%) e Oliveira do Bairro (42,4%). Com as taxas mais baixas surgiam a Espinho (Portugal) (37,2%), Santa Maria da Feira (39,1%) e Ílhavo (39,4%).

Em 1960 a média mantinha-se ainda elevada, com esta faixa etária a representar 42,6% do total da população.

Mealhada mantinha a taxa mais elevada (47,4%), seguindo-se Aveiro (46,6%) e Oliveira do Bairro (46,5%). As percentagens mais baixas registavam-se em Castelo de Paiva (36,9%), Santa Maria da Feira (38,3%) e Arouca (39,2%).

Em 2011 a situação tinha-se alterado significativamente. A média desta faixa etária tinha subido para 56,2% por 100 habitantes (valor ligeiramente superior à média nacional de 55,2%)

Santa Maria da Feira aparece como o concelho com a taxa mais elevada (57,9%), seguido de Aveiro (57,6%) e São João da Madeira (57,6%). Com os valores mais baixos apareciam os concelho de Murtosa (50,9%), Sever do Vouga (52,7%) e Anadia (Portugal) (53,5%).

Esta subida percentual é justificada, para além do acréscimo populacional verificado nesta faixa etária, pela significativa redução do número de habitantes com idades inferiores aos 24 anos.


(I) Entre 1900 e 1960, e no que respeita ao número de habitantes desta faixa etária verifica-se um acréscimo de 100 008 hb. (+81,0%), com registos positivos em todos os recenseamentos.

No final deste período os maiores aumentos verificavam-se em Santa Maria da Feira +14 283, Oliveira de Azeméis +13 153 hb., Aveiro +11 079 e Espinho (Portugal +6 464 hb. Em termos percentuais realce para o concelho de Espinho (Portugal), com um crescimento de +590,4% .

(II) Entre 1960 e 2011 mantém-se o crescimento populacional nesta faixa etária, verificando-se no distrito um aumento de +177 959 hb (+79,6%)

Santa Maria da Feira, (+ 48 605 hb.), Aveiro (+23 731 hb) e Oliveira de Azeméis (+19 432 hb), registam os valores mais elevados. Em termos percentuais o realce vai para o concelho de Santa Maria da Feira, com um acréscimo de 151,9%.

Referência especial para o recenseamento de 1970, que regista apenas um acréscimo de 2,8% relativamente a 1960, traduzindo os efeitos da vaga migratória que assolou todo o País (ainda que com menos intensidade que nos distritos do interior do País). Onze concelhos do distrito apresentavam valores negativos, com Anadia (Portugal) a registar -1 675 hb., Murtosa -1 386 hb e Mealhada -986 hb